terça-feira, 27 de setembro de 2011

O DOGMA 95

Bom dia, Pessoal!

Bem, na próxima sessão do "Cine-estesia" filme exibido será "Os Idiotas", de  Lars von Trier. Visto que a película faz parte do manifesto "Dogma 95", pensei que seria interessante falar um pouco sobre este manifesto. Entretanto, me pareceu mais conveniente 'postar' um recorte de um outro 'post' que encontrei pela internet, tendo em vista que pouco sei sobre o manifesto. Desta feita, farei aqui um recorte de uma 'postagem" e deixarei alguns links que falam também acerca do "Dogma 95", caso haja interesse do leitor. Ah, antes que me esqueça, o artigo tem uma "dissecaçã"o sobre o manifesto e uma frutífera discussão- minha idiossincrasia! O artigo é um pouco prolixo, todavia muito interessante. Se puderem, leiam-no na íntegra!


"Com seu documento oficial — o Manifesto — datado de 13 de março de 1995, o movimento Dogma 95 foi apresentado pelo diretor Lars von Trier ao grande público em um simpósio internacional sobre cinema organizado pelo Ministério da Cultura da França em 20 de março de 1995. Um curto período de tempo — apenas sete dias — separa o ato de colocar no papel idéias, do ato de divulgá-las como revolução.
Assinado por Lars von Trier e Thomas Vinterberg, o Manifesto é constituído de um conturbado texto que mais se assemelha a um desabafo. Um desabafo contra a “cosmetização” dos filmes e sua conseqüente capacidade de iludir quem assiste; um repudio ao cinema como obra de arte, retirando do diretor qualquer poder como autor; além de invocar uma disciplina a democratização alcançada graças a avanços tecnológicos, como o cinema digital. O manifesto apresenta o intitulado Voto de Castidade que prega 10 regras que devem ser seguidas para se adequar ao cinema proposto pelo Dogma 95.
  • As filmagens devem ser feitas em locais externos. Não podem ser usados acessórios ou cenografia (se a trama requer um acessório particular, deve-se escolher um ambiente externo onde ele se encontre).
  • O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa. (A música não poderá, portanto, ser utilizada, a menos que não ressoe no local onde se filma a cena). 
  • A câmera deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos - ou a imobilidade - devidos aos movimentos do corpo. (O filme não deve ser feito onde a câmera está colocada; são as tomadas que devem desenvolver-se onde o filme tem lugar). 
  • O filme deve ser em cores. Não se aceita nenhuma iluminação especial. (Se há luz demais, a cena deve ser cortada, ou então, pode-se colocar uma única lâmpada sobre a câmera). 
  • São proibidos os truques fotográficos e filtros. 
  • O filme não deve conter nenhuma ação "superficial". (Em nenhum caso homicídios, uso de armas ou outros).
  • São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos. (Isto significa que o filme se desenvolve em tempo real).
  • São inaceitáveis os filmes de gênero.
  • O filme deve ser em 35 mm, standard.
  • O nome do diretor não deve figurar nos créditos."




    Alguns  links de sites que falam sobre o Dogma 95:






    Att mais pessoal!

sábado, 24 de setembro de 2011

SUGESTÕES DE FILMES:

Boa Tarde!

Aqui vão três sugestões de filmes que assisti e recomendaria:

"Sozinho contra todos", de Gaspar Noé;

"O homem elefante", de David Lynch;

"Os sonhadores", de Bertolucci;

Boa Sessão!


Att

BREVE COMENTÁRIO SOBRE O FILME "IRREVERSÍVEL": DA VIOLÊNCIA QUE NOS DESLOCA... DO 'PODER' DO CINEMA.


         O filme “Irreversível”, do cineasta argentino Gaspar Noé, é um longa metragem que minimante choca os seus espectadores. Não são todos os que se dispõem a assistir esta película, cujas cenas ora são nauseantes porque a câmera se movimenta muito rápido, não parando um instante, deixando ao espectador uma sensação de desconforto., ora são violentas, tais como as primeiras cenas que tem um namorado embrutecido-  Marcus (Vicent Cassel)- à procura do estuprador de sua namorada- Alex (Monica Bellucci)., um assassinato, cuja cara da vítima é esmagada por um extintor de incêndio, e a cena clímax que desencadeia toda a violência que é exibida no início do filme: o estupro da jovem Alex- não irei aqui fazer um recorte do que seja o filme, e nem mesmo pretendo fazer uma sinopse ( Weynna Dória já se encarregou de mostrar a sinopse, na segunda postagem do Blog, confira abaixo!), visto que meu objetivo se afasta tanto da crítica quanto da resenha. Antes, minha única pretensão é fazer uma pequena inscrição idiossincrática, vale assinalar, sobre esta obra, tentando “ganhar’ espectadores.
Este filme é um daqueles que divide opiniões: há que pense que seja um grande filme- compartilho esta opinião-, o qual trata de um tema denso, que nos tira de nossa zona de conforto, impelindo-nos a ponderar, imediatamente e inevitavelmente acerca das violências gratuitas que nos alcançam cotidianamente. Este tema é o estupro- estamos envolvidos, quer seja como vítimas, quer seja como parentes e amigos de vítimas, ou 'simplesmente' como indivíduos que de alguma maneira se incomodam com tal violência. Porém, têm os que abandonam a exibição da película na metade da sessão por ser agressivo, forte e, em alguma medida, perturbador.
Como dissemos acima, nosso afã é tecer alguns comentários, partindo de nossas particulares compreensões. Pois bem, ao assistir este filme pela primeira vez tive momentos desconfortáveis logo no início, quando vi aquelas conturbadas imagens: câmera trêmula, nervosa, como acontecerá em boa parte do longa. Embora eu não soubesse exatamente o que viria, entendi que era de propósito e que seriam necessárias as imagens nauseantes para transmitir o que intentava Gaspar, tais como a fotografia, que é basicamente amarela, causando-nos certo estranhamento.
O Noé coloca em voga a questão do estupro como tema central do filme. Entretanto, penso que o cineasta não quer somente chamar a atenção para esta violência em particular, antes quer sublinhar várias outras violências, as quais ‘experimentamos’ cotidianamente, e como elas nos transformam.
O interessante é que mesmo que, infelizmente, estejamos acostumados com crimes hediondos que acontecem todos os dias- quer aconteça conosco ou com outrem-, não deixamos de sentir um grande desconforto quando assistimos “Irreversível”.
É nessa hora que ponderamos acerca do ‘poder’ que o cinema tem de representar situações que são tiradas de nosso dia a dia e nos chocar ao serem exibidas, quando, às vezes, nem mesmo as notícias que saem nos jornais causam-nos algum impacto. O que mais salta aos meus olhos é que sabemos que é uma representação- claro que há quem entenda que o cinema não representa a realidade, antes inventa a sua, e somos nós quem  o copiamos-, portanto, não teríamos, necessariamente, motivos efetivos para nos sentirmos envolvidos com a película. Inclusive, têm algumas cenas, tal como a do estupro, que parecem ser absolutamente “cinematográfica”, afastando-se da realidade, porém, ainda assim, não deixamos de sentir raiva, repúdio do estuprador.
Por fim, sugero que assistam "Irreversível" e tenham suas própias reflexões. 

Boa Sessão! 

Att......

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

O sonho do cinema


Achei que esse trecho combina bastante com a nossa experiência no grupo, queria compartilhar com vocês. Recomendo o livro do Ismail Xavier, uma compilação de artigos, ensaios e manifestos de cineastas, antropólogos, críticos, sobre a arte cinematográfica, seus conceitos técnicos e estéticos. :)

"Não poderíamos então fundar um cinema privado onde seriam mostrados os filmes demasiado ousados para o grande público? Em todas as épocas, os inovadores foram cercados por seus contemporâneos. O pintor e o escritor puderam consagrar-se na obscuridade a tarefas superiores. Será que o cineasta não poderá jamais escapar à prisão dos preconceitos? O cinema morrerá por falta desses excêntricos em quem não consigo deixar de ver os únicos gênios?" (A experiência do cinema: antologia, pag. 318)










segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Melancolia: Ode a desesperança

Ontem vi Melancolia no cinema, preparei bem meu espírito para que o Lars Von Trie o destruísse durante a projeção. Realmente foi o que aconteceu. Não há como sair ileso de um filme dele. Nada de esperanças... Vou ficar restrita as minhas impressões para não ser spoiler. Mas gostaria de comentar esse filme com todos.

 Melancolia é sim muito melancólico, de estética sublime, de cenas que parecem quadros surrealistas e que me inspira a dizer que esse filme é mais que uma obra cinematográfica, é uma verdadeira obra de arte. Sem emoções fortes, com uma enredo de ficção científica, com um ritmo tão lento que as vezes parece como um quadro numa galeria, que nos  angustia e desconforta. - Estranho como em tanta beleza também possa haver tanto desalento. Eu recomendo aos que não viram Anticristo e Dançando no escuro, para se ambientarem com a estética do diretor. 

sábado, 10 de setembro de 2011

Visto recentemente: "Larry Crowne - O Amor Está de Volta" e "Apollo 18 - A Missão Proibida"


Larry Crowne - O Amor Está de Volta - Imdb
Comédia romântica, um tanto quanto boba e simples e, justamente por ser despretensiosa, é interessante e cativante. Traz Tom Hanks de volta a um dos tipos de papéis que lhe são convenientes (depois das desconsertantes aparições nos blockbusters adaptações de Dan Brown) e mostra que ele ainda é o mesmo ator brilhante de comédias (hoje nostálgicas) como as da década de 1980 e 1990. Julia Roberts, ao mesmo nível de Hanks, diverte com seu (mau) humor e naturalidade.
Creio que haja pouco a se extrair além do óbvio, além de ser uma experiência de entretenimento inocente, meigo e engraçado.



Apollo 18 - A Missão Proibida - Imdb
Sei que filmes descartáveis não devem ter espaço por aqui, mas não pude resistir. Tenho que tentar impedir qualquer possibilidade de que vocês acabem desperdiçando tempo e/ou dinheiro com isso. Não basta dizer que é chato e absurdo. O filme contém tantos erros que é praticamente impossível se deixar levar pela ficção. Tão absurdo que se torna risível até para os mais adeptos de teorias da conspiração! E mais: as imagens mostradas nos pôsteres não conferem com nenhuma das cenas do filme... Afinal, todos sabem o que aconteceria com um astronauta caso o visor de seu capacete espacial quebrasse, não é? (Dica: o astronauta não permaneceria intacto como na imagem acima).

Por Laísa Trojaike

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

2º Encontro [Hukkle]

O segundo encontro será dia 09/09 no auditório C do CCHLA, as 9hs. O filme Húngaro, Hukkle[2002] será nosso próximo desafio.

Sinopse: Ambientada numa vila rural da Hungria, um simpático ancião soluça repetidamente, servindo como refrão neste filme inteligente e elegante. Permeado de paisagens bucólicas, cenas agrícolas e a vida de animais domésticos e silvestres, não há nenhum diálogo em "Hukkle". A fala ausenta-se da ação. Somente no final, quando uma espécie de coro grego canta a solução dos mistérios. Mas isto não faz do longa menos sonoro, muito pelo contrário. A sonoridade resulta afinadíssima com a narrativa. Mais do que complementá-la, o som e a imagem, em movimento uníssono. A poética audiovisual eleva-se numa combinação magistral de som, fotografia e montagem, a encantar o apreciador da boa técnica.

Fonte: IMDB